Xprss urself….



Vive ao minuto, expressa-te ao segundo….



24 de nov. de 2010

Imperfect ode



I lose myself in your captivating eyes
those flawless mirrors to the soul,
that sacred temple of no lies...

I crave your lips,
a gentle touch or a deviant kiss
I can't help it, can't resist,
It's the promise of bliss...



I long for the sight of your angelic face,
The lines in it prove no age
as if you were detained in a timeless cage
But you are no angel my dear
and that is clear
No angel indeed!
For your long beautiful hands
have crushed many hearts, performed their deeds,
and your cold beating heart shed no tear
before the poor bastards fear....
Impious divinity!

Your scent is mesmerizing,
so much it's hypnotizing
Made out of lust and desire
and cinnamon, and fire!

And that skin of yours, oh ebony!
Planned far beyond perfection
soft and smooth dark skin,
painted same color as sin,
same texture as dreams....
It haunts my dreams!

Blessed with sculptural curves
So well designed, so well defined
Immersed with God's finest thoughts
along with the Devil's darkest wishes

Your splendor, although nameless
is worthy of a goddess...
Plain and yet astonishing,
so hauntingly beautiful!


                             C.D.

23 de nov. de 2010

Home alone



That wall just moved!
I feel hunted... pursued
There's a shade above my entity,
a distortion in my reality
I get visions, hallucinations,
my world moves on wrong vibrations
There are obstacles in my course
They hang on like a curse
I can see my world collapsing
I feel so numb... I'm not reacting
Then I get this odd sensation
and I feel this strange commotion
Something is crawling underneath
I can feel it somewhere beneath
Wanting to rape off my skin
and then make me fall in sin
But I'm strong, I can silent it
But I'm weak, I can't fight it
I just let it stay hidden
and remain a deaden maiden...


                                           C.D.

2 de nov. de 2010

Dark Angel



I have a dark angel to look over my soul
He feeds on unspoken words,
missing actions.
Of all the thoughts I never react to...
Even during quiet hours
on his sanctuary my silence echoes
And in dreams
he brings me his guidance
And in dreams
I fulfill his desires
Hidden in my thoughts
lays my angel
Smothered by faint sensations
Suffocated in devious emotions
He inebriates me with his words
as he speaks to my soul
Intoxicates me with his wisdom,
bringing his darkness upon me.
I shall call him with a whisper,
my depraved soul keeper!!

                            C. D. (Pa nha Psc Psc)

15 de set. de 2010

Quem me dera saber escrever



Quem me dera saber escrever,
Dominar as palavras, e poder
Causar emoções
Proporcionar sensações
Elevar o espírito
E alimentar a alma
Se o talento eu tivesse
E então pudesse
Transladar em versos
a obra perfeita!
Mas só em sonhos
a perfeição me acerta
E sem perfeccionismos
A propria imperfeiçao me liberta
Quem me dera poder
Sabiamente escrever
Sem complexos de expressão
Sem erros possiveis de compreensão
E na simplicidade
das minhas linhas modestas
Expôr com naturalidade
Partes de mim martirizadas

                                               C.D. 

1 de set. de 2010

Knives made of words (Sadness but no sorrow)

Silence is disturbed
by your rising tone
as loudly you lay
above me your wrath
You stab me a thousand times
with your knives made of words
making every single cut
a permanent wound
For there is no withdraw 
on words that have been spoken
and there's no cure
for the heart that's been broken
Not so silently I weep
tears of anger and disgrace
My wounds are too deep
full of sadness but no sorrow
And someday there'll be a chance
for me to sadly display my scars
and make you, with a glance, 
shamefully remember the day
on which your words crossed me
and left holes 'till today.

                                         C.D.

27 de ago. de 2010

Espelho


A falsidade vem até mim...
Vem a mim
com trajes de candura,
em minha superficie procura
a perfeita antítese da sua natureza,
adorno que lhe aguce a beleza
E prostrada á minha frente
se mira com deleite
Vem com um sorriso dissimulado,
maneirismos de tentador disfarçado
Que busca ela? A sua imagem
- mais diria - busca uma miragem
Eis que no momento preciso
se lhe desvanece o sorriso,
cai-lhe a máscara de candura
e fica-lhe a pele nua
Pois em mim se espelha a sua vaidade,
em mim se reflecte a verdade.
Exponho sua beleza enganosa
e a sua essência maldosa
Meros trajes já não são suficientes
para lhe esconder os defeitos salientes
Então recai sobre mim sua ira
resultado da ferida que abrira
Sou eu mero espelho da alma,
só reflicto aquilo que vejo, sem mácula!


                                                C.D.    (inspirado na nha amiga Andrea Vasconcelos)

20 de ago. de 2010

Perfeitamente imperfeita


Tenho uns olhos impuros,
deturpados pela existencia, pela experiência
olhos que vêem com as emoções e não usam a mente
ou só vêem o que a mente permite
Essa mente limitada,
pela (in)finitude do pensamento
nunca pela imperfeição dos sentimentos,
cercada por barreiras que a mim mesma me impús
Barreiras invisiveis
cujas estruturas ainda que flexiveis
se mostram intelectualmente intransponíveis
embora tão facilmente se deixem derrubar,
- quais muralhas num dilúvio - por novos pensamentos
E esses tais pensamentos
sempre incertos e incompletos
tão distorcidos como a mente que os criou,
tão afastados da realidade que os gerou,
derivam de uma realidade indefinida
que na minha mente confusa e fértil
se confunde com a ficção e nela se espelha
numa manobra astuta da imaginaçao!
Minha imaginação humana, defeituosa,
iludida na sua própria genialidade,
perdida numa busca pela perfeiçao
que se mostra inatingível e até mesmo indesejada.
Tenho uns olhos impuros, uma mente (i)limitada,
vejo o mundo de forma errada
Sou perfeitamente imperfeita,
vivo na complexidade da imperfeição
em perfeita harmonia com tal situação.



                                                        C.D.

25 de jul. de 2010

Qual a tua definição de normal?


Qual a tua definição de normal??
é algo que sabes ou apenas algo que te ensinaram??
é a palavra atrás da qual te escondes
á procura de aprovação?
palavra á qual te escravizas
sob o falso pretexto de aceitação?
a tua resposta passiva
á padronização?
é a tua recusa ao livre arbítrio,
és tu a fugires da vida,
ires de encontro á maioria quando seres tu não lhes convém
é a tua covardia!
covardia que te faz renegar a ousadia
que te faz fugir dos teus  impulsos
te confina á tua caixa, quadrada e diminuta
é preguiça!
preguiça de pensar por ti próprio
que cega a originalidade
e atira a criatividade ao desuso
é medo!
medo de aguentar as consequências do imprevisto
de lidar com tamanha liberdade
de fracassar como ser independente
é limitação!
limitação do pensamento
da expressão de sentimento
da visão! limitação da visão!
é utopia!
de uma  fuga do desconhecido
pura utopia de harmonia por plena igualdade!




                                                                                 C.D

Xprss urself….



Deita cá para fora,
não te deixes levar por paradigmas, paradoxos, estereótipos e outras palavras dificeis que inventamos para nos inibirem,
deixa fluir o pensamento, deixa sair os sentimentos
que se lixe a timidez, que se fodam os padrões
são tuas as emoções, faz tuas as palavras
não te retraias
deixa me ver o teu eu escondido
abre-te ao mundo, abre-te a ti mesmo
mostra-te, impõe-te
deita cá para fora em alto e bom som, grita se for preciso!!!
chora se te apetecer
ri quando te calhar…

vive ao minuto, expressa-te ao segundo….

agora deixa-te lá de coisas e diz me,
o que estás a pensar com esse ar triste?



                                                             C.D.

24 de jul. de 2010

Abismo


Neste meu triste percurso
longo e penoso
Atordoam-me
as sombras que me perseguem,
quais silenciosos espectros, me perseguem
mergulhando-me em terror
E atormentam-me
os fantasmas que me intimidam,
sobrevoam-me com destreza
e sobre mim espalham a tristeza
E torturam-me
os demónios que me importunam
e abalando as minhas certezas
instigam as minhas fragilidades
Mas apesar das instabilidades
mantenho a minha jornada,
Penosa e longa,
E com a cabeça erguida
avanço com teimosia,
mas persiste uma nostalgia
e a melancolia vence
Eis que então no meu trajecto
surge o bendito precipício
Poço de perdição
para pôr fim á maldiçao
e por interminável vertiginosa queda
libertar-me do trajecto tortuoso
Um lugar sem volta
Solução á minha revolta
Escapatória á triste realidade
E quando percebo
não há nada a fazer,
já não há o que dizer
Caí no abismo!


                                      C.D.

14 de jul. de 2010

Infortúnio


Não me consegues ver
Sou te indiferente…
Não abriste bem os olhos
Mas estou á tua frente
Já nem tentas, já nem te esforças
Deixei de te ser importante
Deixei de existir e já não te incomoda,
Já não sou visível
Sou apenas um espectro
Objecto do teu esquecimento
Resultado do teu amor fracassado
Uma pedra no teu sapato,
Nem mesmo um obstáculo no teu caminho
Porque sou transponível,
Tão facilmente transponível…
Sou o espelho do teu egoísmo
Tudo que resta do que um dia foste
…. Do que um dia fomos…
Sou demonstração da tua cobardia
Da tua indiferença,
Sou um lapso na tua história
O passado que enterras e esqueces,
Sou o teu desgosto
Teu erro irremediável,
E tu és a minha desgraça
Fonte do meu desespero
Da minha dor disfarçada…
(Das lágrimas reprimidas
e noites em branco…)
És o meu infortúnio.

                                                    C.D.

6 de jul. de 2010

Conversation with a shrink



I'm so unstable you call me bipolar
means i'm a huge storage for personas
But i have so many it's not even a disorder
they just pop in every site, every corner
I can be a different person every hour
or came out a different one of every shower
That's right, you can call me a freak
And what? That means my brain has a leak?
I'm not nuts, just a litlle complicated
kind of a misfit, wild beast encarcerated
And while you analyze my every feature
I let emotions out and make you call them “creatures”
I'm telling you, this isn't a condition
You'd probabbly get it if you were in my position
You see, all I did was being me
what to do if “me” is such an ambiguity?
I'm not bipolar i'm just stupid and reckless
also sort of a junky for madness
In truth i just wanted to live passionately
experience feelings at their fullest, wildely
Because living is much more than only breathing
so I go out and live it instead of just cheating
You got it right I'm calling you a cheater
You cheat on life, I guess you're just a quiter
You quit living, it's easier to just walk away
to close your eyes to everything that comes your way
You do less than simply live, you just exist
and there you are calling me crazy, don't insist!
No, I'm not bipolar I'm just stupid and reckless
and while I live you drown in your emptiness


                                                                      C.D.

30 de jun. de 2010

Homi di finata*



*Nha primeru poema na kriolu, como tributo a Kaká Barboza nha poeta Kabuverdiano preferido


Xintadu ta pensa na vida
inspirason tomal ser
sem avizu rabatal pensamentu
ku uns ideia ki intxil cunhisimentu
era mas ki projetu
era speransa em versu
odju ragalal na kabesa
kabesa intxil di ideas
e skrebel
fazel puema
e kantal
fazel morna
se dexadu
e ta fazel filmi!
Pamodi kela ke se rezan
el e poeta, homi di inspirason!
pa ta fasi finata cu finason

                                               C.D. (revisão por Alfredo Moreira)

29 de jun. de 2010

Emotions

Emotions....

Lurking...
Hovering....
Crawling...
Reaching...
Grabbing...
Stroking....
Suffocating...
Overfilling...
Overwhelming...
Bursting....

Emotions?
No emotions at all


                               C.D.

26 de jun. de 2010

Sorriso =D

Meu sorriso é assim...
Desinibido,
acolhe a totalidade da minha alma
rejubilante e genuína
Desmedido,
deposita a minha alegria
num rasgo de brilho imensurável
Despreocupado,
não me leva a sério
não leva a vida a sério!
Sorriso apaixonado,
tresloucado,
exagerado até!
Sorriso de louca e amante da vida!!!
Querias tu sorrir assim...

                                         C.D.

24 de jun. de 2010

Torpor

Vou mergulhar no desespero,
Cair num abismo!!
Afogar na minha angústia
Sem esperança de salvação!
Quero aquela dor
Lancinante
Dura e insuportável
Aquele ardor no peito
Sem uma visão do fim
Ai como quero….
Um sofrimento atroz
Que faça chorar os meus demónios
Que me dilacere o coração dormente
Quero a opressão do sofrimento
Ou a degradação da insanidade
Eu não quero a morte
O entorpecimento da inexistencia
Quero sentir!
Ainda que infelicidade
Ainda que viver doa
Que viver ao menos doa!!



                                                     C.D.

Quem sou??

Eu sou tu
Tu nem sabes!
Não me vistes, tu
Mas me conheces
Estou tão proximo!
Toco-te de dentro
Ignoras me
Ou já nem me sentes?

Quem sou eu????
Quem és tu?

Sou teu limite
O que te define
Os desejos e fantasias
As ideias e concepções
Tudo eu…
Nada tu…

Sou teu pó!
Tua matéria
As qualidades
Os defeitos
Aquilo que vês
O que sentes
Aquilo que dizes
O que pensas
Caixa que te aprisiona
Fixaçao que te move

Sou o todo!
Aquilo que importa
Tu és a fachada
A parte de fora
Tens tu, ai tens
Tamanho atrevimento
Tamanho desconhecimento
Pra te mudares por fora
E deixar-me aqui dentro!


                                                                               C.D.

Fico assim…
… ausente,
Espreita um sorriso idiota, inocente
Um suspiro profundo
E um vagueio por memórias passadas…
Um brilho quase indecente
Apossa o meu olhar,
O meu corpo meio dormente
Ameaça flutuar…

Fico assim…
Ausente, sorridente,
Um sorriso tolo estampado ,
Quando num devaneio a mente
Encontra-te algures no passado,
E revive, por momentos
Antigos, quase já esquecidos sentimentos….


 PS: Pa Santinho


                                                                         C.D.

Procura-se

Procura-se
Uma gota de pensamento
Um momento de inspiração
Um feixe de conhecimento
Uma nesga de criatividade
Uma réstia de talento
Uma amostra de genialidade

Procura-se
Tudo e qualquer coisa,
O que se pode
E o que não se deve…
Procura-se a cura para a desgraça
Numa ponta de esperança
Nada mais que esperança!!

Aceita-se
Qualquer ideia desmedida
Qualquer plano sem nexo
Qualquer invenção descabida
Qualquer acto precipitado
Qualquer pensamento incoerente
Qualquer milagre desesperado

Aceita-se
Tudo e qualquer coisa
O que se deve
E o que não se pode…
Aceita-se qualquer ilusão de mudança
Só não nos acabem com a esperança
Não nos acabem com a esperança!!


                                                                         C.D.

A nossa historia

Era uma vez um lugar,
Um tempo…
Eram uma vez eu e tu
E terceiros….
Era uma vez uma história
Com passado e futuro,
Meio e fim…
Éramos os protagonistas
Mas não era sobre nós,
Deixamo-nos levar,
Tornamo-nos egoístas,
Apagamos toda a gente
E escrevemo-la nós mesmos
Perdemos a humildade
Julgámo-nos Deuses
Só porque queríamos
…só porque podíamos,
Fracassamos como pessoas
Tornamo-nos inumanos,
Perdemos a alma
Só ficou a carne…
A carne que é fraca,
Imperfeita….
Já não somos os mesmos
Nunca mais o seremos,
Somos o que resta
Do mal que fizemos,
Meio humanos
Meio monstros
Aberrações da natureza…
Somos o nosso próprio pesadelo
E não conseguimos acordar
Eram uma vez tu e eu
…. Só eu e tu
Era uma vez um inferno
E nós estávamos nele,
Era uma vez uma história triste
Trágica até
E nós éramos os protagonistas


                                                 C.D.