A falsidade vem até
mim...
Vem a mim
com trajes de candura,
em minha superficie
procura
a perfeita antítese da
sua natureza,
adorno que lhe aguce a
beleza
E prostrada á minha
frente
se mira com deleite
Vem com um sorriso
dissimulado,
maneirismos de tentador
disfarçado
Que busca ela? A sua
imagem
- mais diria - busca uma
miragem
Eis que no momento preciso
se lhe desvanece o
sorriso,
cai-lhe a máscara de
candura
e fica-lhe a pele nua
Pois em mim se espelha a
sua vaidade,
em mim se reflecte a
verdade.
Exponho sua beleza
enganosa
e a sua essência maldosa
Meros trajes já não são
suficientes
para lhe esconder os
defeitos salientes
Então recai sobre mim sua
ira
resultado da ferida que
abrira
Sou eu mero espelho da
alma,
só reflicto aquilo que
vejo, sem mácula!
C.D. (inspirado na nha amiga Andrea Vasconcelos)